— Especialidades clínicas
Cada substância exige um protocolo distinto
Crack, cocaína e álcool produzem perfis neurobiológicos diferentes. O tratamento começa pelo diagnóstico preciso de cada mecanismo — não por um protocolo genérico de reabilitação.
Mecanismo neurobiológico
/ Estimulantes dopaminérgicos
Bloqueio da recaptação de dopamina no núcleo accumbens gera pico de euforia seguido de disforia severa — ciclo que reforça compulsão ao uso repetido em horas.
Crack e Cocaína
Ambas as substâncias sequestram o sistema dopaminérgico com intensidade extrema, produzindo fissura neurobiológica que não responde à força de vontade — exige manejo farmacológico imediato.
Protocolo de manejo clínico
Estabilização psiquiátrica prioritária antes de qualquer intervenção psicossocial. Prescrição de antipsicóticos e estabilizadores de humor para conter agitação, insônia e ideação paranoide na fase aguda.


+ Síndrome de abstinência grave
Alcoolismo: risco neurológico real
A retirada abrupta do álcool pode desencadear convulsões, delirium tremens e comprometimento neurológico permanente. O protocolo de desintoxicação é supervisionado 24 horas.
Após estabilização clínica, o psiquiatra estrutura a farmacoterapia anti-fissura enquanto psicólogo e terapeuta iniciam o mapeamento de gatilhos e a reintegração psicossocial progressiva.
O diagnóstico correto define o tratamento
Internação voluntária ou involuntária — o especialista realiza triagem na chegada e define o protocolo específico para a substância e o quadro do paciente.
